O símbolo perdido

O símbolo perdido

 

 

Nem só de micos vive esta pessoa que vos escreve. Acabei de ler o livro O símbolo perdido, de Dan Brown, autor dos celebrados Código da Vinci e Anjos e Demônios entre outros.

 

Outra vez ele trata de sociedades secretas e tenta desmitificar a maçonaria, que é uma constante nesta obra. Entre outras coisas, esclarece que não é uma sociedade secreta, mas possui segredos, que se vão revelando aos maçons, iniciados nos graus, através de ritos, como acontece em religiões, filosofias, seitas...

 

A ação se passa basicamente em Washington DC, no Capitólio e arredores, com direito a passagens secretas e descrições incríveis e apaixonantes do Capitólio e dos fundadores, maçons, desta Nação americana.

 

Além de a narrativa de ficção prender a atenção e surpreender, também este livro nos leva por cenários reais e aponta fatos reais. Ainda instiga à reflexão sobre os valores da sociedade e sobre a espiritualidade.

 

Qualquer semelhança com Umberto Eco talvez não seja mera coincidência.

Como diria o baiano - um deleite. Recomendo. Bom fim de semana porque já é sexta.

Coisas de Laurinha...

Ontem, sexta-feira, fui bater o ponto no Canário Café, depois de ter passado em dois supermercados, tentando encontrar o charque que costumamos usar no cozido. Dez horas da noite, e eu absorta degustando meu cafezinho expresso com leite e um pão de queijo delicioso, quando um moço chegou e fez o pedido. Só o escutei perguntando – ricota? – e eu instintivamente respondi, quase sem olhar para o meu vizinho – aquele queijinho branco – ouvi sua resposta – eu sei – saindo para pagar a conta.

Em seguida, chegou a moça que o atendeu e me perguntou se eu sabia com quem falei. Claro que eu não sabia, estava distraída e realmente não olhei para a pessoa ao meu lado. Mas intrigada e já curiosa perguntei quem ele era. Era nada mais nada menos que o Domenico Peninno, gourmet, dono do restaurante Don Camilo, que tem uma coluna no jornal, que, pasmem, eu leio!

Mais um mico pra minha coleção. Bom domingo!

Nova Fase

Nova Fase

 

Acabou o Carnaval, acabaram as férias escolares. Quando era estudante, adolescente, eu sentia uma nostalgia nesta época. Passávamos janeiro e fevereiro na praia, as aulas reiniciavam em março. Os amigos começavam a viajar para suas cidades. As casas iam fechando. A praia ficando deserta. Não havia prédios, e todos se conheciam. Andávamos em turma. Uma tribo. Uma tribo sem preocupações – nas férias – dos dez aos quatorze, quinze anos. Acho que éramos caretas ou éramos felizes.

 

Então percebemos que no ano seguinte não seria da mesma forma. Que havíamos crescido, já não andávamos em turma. Alguns casais se formaram nesta turma e casaram. Outros encontraram seus pares em outras plagas. Perdi contato. Ocasionalmente encontro alguém, mas a magia da adolescência acaba inexoravelmente. Outras fases seguem-se, com suas dificuldades e seus encantos, se não matarmos todas as fadas.

Carnaval

A vida explodindo na avenida nos sonhos utópicos eternos do genial Cervantes, na miscigenação de credos convivendo em harmonia, em mostras de culturas estrangeiras, enfim, não há limites para expressão do mundo apresentada pelos geniais carnavalescos.

Uma senhora de oitenta anos sambando na avenida é uma prova de que a vida continua apesar das limitações que o tempo tenta impor. Uma sambista grávida demonstra que o samba faz bem. Que a energia vital está na mente, na garra, na teimosia e no empenho em viver, em espalhar alegria, em ser feliz apesar das lambadas que todos sofremos.

Todos ali, sambando, cantando, com pés doendo, com a voz sumindo, com pressão de alguma forma controlada ou sob risco de enfarte, mas todos ali, na avenida,  nas arquibancadas ou nos camarotes, extraindo o máximo desta vida efêmera e injusta.

É um momento sim. Mas a vida é um momento. É um ópio do povo? Talvez. Mas quem vive sem momentos de apoteose? Sem eles caímos no amargor da consciência de que somos apenas moléculas, átomos do universo.

Um viva para estes momentos de apoteose sejam eles quais forem, uma penca de rosas bravas, as águas tranquilas de um açude refletindo o céu, um neném recém-nascido, crianças correndo pela praia, o riso de uma velhinha, o olhar de jovens casais apaixonados, a vitória do Vascão do coração ou o desfile de carnaval.

 

As caveiras de Alexandre Herchcovitch

A obra prima “O sétimo selo” do diretor de cinema Ingmar Bergman, sueco, nascido em 1918, filho de pais protestantes inspirou o estilista brasileiro Herchcovitch em sua coleção masculina, apresentada na edição deste ano da SPFW – São Paulo Fashion Week.

Os modelos, com dentes enormes em suas faces maquiadas de Morte, ostentavam um sorriso debochado e assustador. Os finos casacos mais a referência do filme nos remetem aos andrajos usados pelos monges e peregrinos que erravam pela Europa nos idos do século XIV, tentando ludibriar a guerra, a fome, a peste e a morte. Não, não é mera coincidência com os quatro cavaleiros do Apocalipse, que, por sinal, ainda andam soltos neste mundo de Deus.

Perdemos Zilda Arns

Doutora Zilda Arns, pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora das Pastorais da Criança e do Idoso, autora da mistura nutritiva, que salvou muitas crianças da desnutrição e da morte, candidata ao Prêmio Nobel da Paz, morreu ontem, terça-feira, 12 de janeiro, vítima do terremoto de 7 graus, que atingiu o Haiti.

Ela viajou para lá no último final de semana, para o encontro missionário da entidade CIFOR, US, estava hospedada na sede episcopal. A assessoria de Zilda Arns comunicou que a coordenadora foi ao Haiti para levar a metodologia de atendimento da Pastoral da Criança no combate à desnutrição.

Don Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, declarou que a irmã morreu numa causa em que sempre acreditou.

O nosso pesar pela morte desta grande mulher, e lamentamos da mesma forma a destruição e a perda das vidas provocadas por esta terrível catástrofe.

É Natal

Outro dia, uma conhecida estava indignada com outra, que talvez involuntariamente, a ofendera com uma desatenção. A ofendida – uma católica praticante – não iria perdoar a outra. Quando eu a lembrei que Jesus, interrogado sobre quantas vezes se deveria perdoar um ofensor, respondeu que não deveriam ser somente sete vezes, mas setenta vezes sete, ela pareceu surpresa como se uma coisa não tivesse nada a ver com a outra.

FELIZ NATAL!

Quatro horas da madruga da véspera de Natal. Tudo em silêncio. Até os cachorros dormem. Só o ruído do tique-taque do relógio e dos raros carros que possivelmente rumam para casa depois da noite de festa.

Todos se recolhem, coloco cadeiras e utensílios em seus lugares e venho para o computador. Não tinha a intenção de refletir nada porque fiz o propósito de ser tolerante e não questionar mais. Será que isso não foi um ato de rebeldia? E rebeldia, hum, condiz com a minha idade? Acho que preciso de um analista. Por que analista tem de ser tão caro? É, sei, deixa pra lá.

Às vezes, não consigo controlar minha insaciável curiosidade. Por que as coisas cristalizadas não me atraem? Bem, tirando as frutas, é claro, eu as adoro. Será minha natureza selvagem que dribla o sujeito domesticado e entra em sintonia com o universo mutante? Sei lá.

Também não sou chegada em coisas mornas, que não causam impacto, que não desafiam – isso eu li em algum lugar.  Mas uma coisa eu sei – isso dá bode. Então boto de novo a violinha no saco e sigo, domesticada e feliz  ... pela estrada afora... com algumas recaídas.

Cotidiano

Cotidiano

Suellen insere o pendrive no rádio do carro,

enquanto conversam banalidades. 

– Boas músicas, diz Wanderson.

 Suellen explica como o gravou.

Chegam ao destino.

Passam- se dias.

 Suellen o chama.

Wanderson está ouvindo o som do pendrive e

observa:

-- Muito bom, você o comprou?

 

Gripe Suína A (H1N1) – Previsão Sinistra

A previsão da OMS – Organização Mundial da Saúde – publicada em quatro de agosto dá conta de que serão dois bilhões de pessoas infectadas no mundo, uma em cada três pessoas pegará a gripe.  Se estas estimativas estiverem corretas e a gripe continuar com sua taxa de mortalidade atual – próxima de 0,7%, considerando o número de casos relatados e o número de mortes já ocorridas, também relatadas por este órgão – haverá algo em torno de quatorze milhões de mortes em todo mundo. Se formos otimistas e estimarmos que morra metade deste número, ainda assim serão sete milhões de pessoas. É muita gente!

PARABÉNS AOS PAIS!

Que este domingo chuvoso e frio seja iluminado

pelos abraços carinhosos de seus filhos!

Que você seja o amigo em que eles mais confiam,

um companheiro divertido e um porto seguro!

Meu abraço a todos os PAIS!

Anjos e Demônios
 
Na terça passada, depois de uma tarde e começo da noite em consultório médico, dentista e outros envolvimentos domésticos, resolvi telefonar para minha corajosa amiga Madalena, que se dispôs a enfrentar o vento sul gelado, e me acompanhar ao cinema para assistirmos ao filme Anjos e Demônios, estrelado por Tom Hanks, que também protagonizou o filme Código da Vinci, que não assisti ainda. Quando os filmes são muito badalados, às vezes, perco o entusiasmo e acabo não assistindo. Bem, lá fomos nós para a sessão das nove.
 
Eu estava com fome, mas não comprei meu saco de pipoca e refrigerante para não entrarmos depois de o filme começar. Filme no telão tem que ter pipoca e refri, mas nem senti falta, só quando acabou, percebi quanto meu estômago estava indignado com minha indiferença aos seus apelos.
 
Vamos ao filme, entre a investigação da sociedade secreta, que ameaçava o Vaticano e perseguições dramáticas ao assassino, o filme mostrou facetas da Igreja Católica bem interessantes.
 
Fica evidente que os fins não justificam os meios, que a tolerância e o bom senso devem governar sempre as ações. Que ninguém é dono da verdade e que a ciência jamais será tolhida, que ela não se posiciona contra as religiões, e teremos de lidar com suas possíveis consequências funestas.
 
A mesma substância tanto pode ser remédio quanto veneno, dependendo de sua dosagem. As descobertas da ciência tanto podem ser usadas para o bem ou para o mal como temos visto tantas vezes, depende do uso que os homens fazem delas.
 
E, muito importante, que somos humanos e, mesmo com toda boa vontade, estamos sujeitos a cometer erros.
Bom fim de semana!
Ficando leve...
Semana 3
 
Terceira semana. Semana passada, apesar de não cumprir o programa completo da academia, fui somente três vezes e não completei os exercícios de musculação, consegui observar os pontos básicos e perdi apenas meio quilo, mas é considerado normal. Então viva o meio quilo eliminado.
 
Esta quarta semana está complicada, mas não se pode desanimar porque os prejuízoas são grandes. O que importa é a perseverança. Comeu mais do que devia? Coma menos em seguida. Deu o cano por alguma razão nos exercícios? Recomece.
 
O neurocientista, que falou à Veja, na matéria sobre perda de peso, mencionada no post anterior, diz que conta calorias o dIa inteiro - leia-se noite também - e se pesa todo dia. É mole? É isso, não há milagre. Só suor, sem cerveja, tá bom, no fim de semana pode, mas conte os pontos...
Ficando leve...

Semana - 2

No cômputo geral perdi 1,5 kg porque já havia começado o processo, semana 2 se refere ao registro no blog. Na semana passada, fui à academia na segunda, terça e quarta somente, o que não favoreceu o programa. Nesta semana, fui na segunda e irei hoje pela manhã.

A alimentação é balanceada, incluindo proteínas vitaminas e sais minerais totalizando 20 pontos, segundo o programa do Vigilantes do Peso. Somente para se ter uma idéia das refeições:

café da manhã: café com leite desnatado em pó, uma fatia de pão de sanduíche com uma fatia de ricota

lanche: uma fruta

almoço: uma xícara de salada de folhas, meia xícara de legumes cozidos, uma colher de chá de azeite de oliva, meia xícara de arroz integral e uma porção de carne

lanche: fruta

jantar: meia lata de atum em água e sal, uma xícara de verduras, meio pão francês, uma colher de chá de maionese 

lanche: sopa light

goiaba

 

Bom, existem alimentos zero ponto quando consumidos uma unidade apenas, por exemplo, goiaba, uma caixinha de água de coco, uma porção de gelatina light etc. Podem-se e devem-se fazer substituições para que as refeições sejam agradáveis ao paladar e tenham também um visual atraente. Eu normalmente diminuo o arroz e incluo feijão no almoço. Como em tudo, neste programa,também precisamos usar o bom senso. Não se passa fome, mas deixar os maus hábitos não é fácil, é preciso motivação e disciplina. Se há motivação, o processo flui melhor. Os vinte pontos variam entre 1200/1500 calorias. Não é pouca comida não. E podem-se fazer bolos, pães, sobremesas e pratos salgados bem saborosos em versão light. Por exemplo, batata frita frita de forno, filé de frango à parmegiana etc. Ah, uma porção (meia xícara) de molho de tomate sem óleo é zero ponto e uma xícara de espaguete cozido são 3 pontos. Aqui em casa, como usamos carnes magras e pouquíssima gordura, não há necessidade de preparar alimentos separados.

 

Na última revista Veja, veio uma matéria sobre emagrecimento com uma abordagem muito interessante. Recomendo a leitura. E outra coisa para fechar este "post" - quem precisa perder mais de 4 ou 5 quilos deve consultar um médico, isto é absolutamente necessário. E quem tiver alguma sugestão, esteja à vontade para participar. Sugestões e incentivo são bem-vindos.

O leitor - filme
Aqueles que não provaram nem um frutinho da árvore da sabedoria são mais felizes, possuem suas verdades cristalizadas, não refletem muito nem questionam ordens ou dogmas, mas podem tornar-se um perigo para a sociedade. Este filme nos faz refletir sobre os riscos do analfabetismo. É um filme em que mesmo as cenas fortes são abordadas com a delicadeza e elegância possíveis, que permeiam todo o fio condutor do enredo original e instigante. Bom domingo!
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