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Carpas X Borrachudos

Ontem, 05.06.2017, foi dia da Ecologia. Mas como todo dia é dia de cuidar do nosso habitat, hoje posto o caso do mistério dos borrachudos. Bom dia, amigos!

Carpas X borrachudos

Estava eu à beira do açude alimentando as grandes carpas gordas, cinzas e vermelhas, trazidas filhotes em sacos de plástico com água, também as tilápias prateadas ligeiras e escorregadias; e outros peixinhos sem “pedigree” provavelmente nativos.  Era um final de tarde, num verão passado, com o sol se pondo preguiçosamente entre nuvens amareladas, que deixavam escapar seus últimos raios teimosos e pálidos. O calor havia arrefecido, e eu viajava naquela atmosfera mágica, absorta pelo encanto do movimento dos peixes abocanhando a ração e nadando bem próximos a mim sem nenhum constrangimento. Faziam uma algazarra na água prateada, saltando e mergulhando incansavelmente.

Fui arrancada deste momento zen de completa interação com o cosmos por uma sensação dolorida no peito dos pés. Eram picadas de borrachudos que se aproximaram numa nuvem. Coisa curiosa, porque era o primeiro ataque de borrachudos deste porte. Havia antes disso um ou outro inseto, mas nunca ninguém havia sido atacado por um enxame. Daí em diante desenvolvi uma desconfortável alergia a mosquito de qualquer casta.

Bem, eu decidi acabar com a praga, comprando um inseticida para exterminá-los. Felizmente me deparei com um artigo numa revista de jardinagem, abordando o tema “borrachudos”, esclarecia que os tais se desenvolvem onde há água corrente e límpida, segundo a wikipedia, e que, como outras espécies, se transformam em pragas quando o equilíbrio natural é quebrado. Podem transmitir doenças como a oncocercose, que pode levar à cegueira.

Nesse ínterim, observamos a ausência de sapos/rãs. Há algum tempo o sapo do tambor havia emudecido.  Então – eureka!  - provavelmente (porque não fizemos um estudo científico) os peixes comeram os girinos que seriam os sapos/rãs, que se alimentariam das larvas dos borrachudos ou dos próprios. Pronto, diminuímos a quantidade de peixes, em seguida o equilíbrio foi reestabelecido e tudo voltou ao normal. Mas agora eu vivo com um repelente na bolsa.

CSC



Escrito por Cleusa às 16h55
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Voltando...

Boa surpresa!

Um papa argentino. Poxa! Poderia ser brasileiro. Bem, dizem que Deus é brasileiro. Já está de bom tamanho. Será que Deus tirou férias? Foi pro Nordeste? Porque aqui está um frio do caramba. Tá certo. Não é hora de gracinhas.

O Papa Francisco é jesuíta, da Companhia de Jesus, que já foi banida da Igreja e readmitida quase um século depois. Eram cultos, criaram muitas escolas e aqui no Brasil temos expoentes como Padre José de Anchieta e Padre Vieira. Lembram-se da História do Brasil? Pois é. Incomodaram com sua cultura e poder. Lembro que eu perguntava que foi feito dos jesuítas quando a história não os citava mais, e ninguém me respondia. Só diziam que foram embora, e eu insistia – ai como eu era chata – por quê?

Portanto, um papa sul americano e jesuíta é um sinal dos tempos. Ele já reuniu uma equipe para estudar o tema mudanças na Cúria.  Ainda mais o respeitei quando li seus diálogos com o rabino Abraham Skorka. Reverencio pe ssoas que têm amigos “diferentes”. Que dialogam, argumentam, respeitam.

“Como sou crente, sei que essas riquezas (do ser humano) são um dom de Deus. O celibato é uma questão de disciplina, não de fé.” – papa Francisco. Ainda fala sobre a culpa, aborto e divórcio, na revista Veja, de uma forma atual e inteligente.

O livro Sobre o Céu e a Terra, resultado dos diálogos travados entre o papa Francisco e o rabino Abraham Skorka, durante o ano de 2010, é – segundo a revista Veja de 10 de abril de 2013 – “um duelo de inteligências”, que eu ainda não li, mas vou em seguidinha.

Boa tarde de céu azul e sol.



Escrito por Cleusa às 18h54
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O símbolo perdido

O símbolo perdido

 

 

Nem só de micos vive esta pessoa que vos escreve. Acabei de ler o livro O símbolo perdido, de Dan Brown, autor dos celebrados Código da Vinci e Anjos e Demônios entre outros.

 

Outra vez ele trata de sociedades secretas e tenta desmitificar a maçonaria, que é uma constante nesta obra. Entre outras coisas, esclarece que não é uma sociedade secreta, mas possui segredos, que se vão revelando aos maçons, iniciados nos graus, através de ritos, como acontece em religiões, filosofias, seitas...

 

A ação se passa basicamente em Washington DC, no Capitólio e arredores, com direito a passagens secretas e descrições incríveis e apaixonantes do Capitólio e dos fundadores, maçons, desta Nação americana.

 

Além de a narrativa de ficção prender a atenção e surpreender, também este livro nos leva por cenários reais e aponta fatos reais. Ainda instiga à reflexão sobre os valores da sociedade e sobre a espiritualidade.

 

Qualquer semelhança com Umberto Eco talvez não seja mera coincidência.

Como diria o baiano - um deleite. Recomendo. Bom fim de semana porque já é sexta.



Escrito por Cleusa às 06h07
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Coisas de Laurinha...

Ontem, sexta-feira, fui bater o ponto no Canário Café, depois de ter passado em dois supermercados, tentando encontrar o charque que costumamos usar no cozido. Dez horas da noite, e eu absorta degustando meu cafezinho expresso com leite e um pão de queijo delicioso, quando um moço chegou e fez o pedido. Só o escutei perguntando – ricota? – e eu instintivamente respondi, quase sem olhar para o meu vizinho – aquele queijinho branco – ouvi sua resposta – eu sei – saindo para pagar a conta.

Em seguida, chegou a moça que o atendeu e me perguntou se eu sabia com quem falei. Claro que eu não sabia, estava distraída e realmente não olhei para a pessoa ao meu lado. Mas intrigada e já curiosa perguntei quem ele era. Era nada mais nada menos que o Domenico Peninno, gourmet, dono do restaurante Don Camilo, que tem uma coluna no jornal, que, pasmem, eu leio!

Mais um mico pra minha coleção. Bom domingo!



Escrito por Cleusa às 01h43
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Nova Fase

Nova Fase

 

Acabou o Carnaval, acabaram as férias escolares. Quando era estudante, adolescente, eu sentia uma nostalgia nesta época. Passávamos janeiro e fevereiro na praia, as aulas reiniciavam em março. Os amigos começavam a viajar para suas cidades. As casas iam fechando. A praia ficando deserta. Não havia prédios, e todos se conheciam. Andávamos em turma. Uma tribo. Uma tribo sem preocupações – nas férias – dos dez aos quatorze, quinze anos. Acho que éramos caretas ou éramos felizes.

 

Então percebemos que no ano seguinte não seria da mesma forma. Que havíamos crescido, já não andávamos em turma. Alguns casais se formaram nesta turma e casaram. Outros encontraram seus pares em outras plagas. Perdi contato. Ocasionalmente encontro alguém, mas a magia da adolescência acaba inexoravelmente. Outras fases seguem-se, com suas dificuldades e seus encantos, se não matarmos todas as fadas.



Escrito por Cleusa às 03h06
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Carnaval

A vida explodindo na avenida nos sonhos utópicos eternos do genial Cervantes, na miscigenação de credos convivendo em harmonia, em mostras de culturas estrangeiras, enfim, não há limites para expressão do mundo apresentada pelos geniais carnavalescos.

Uma senhora de oitenta anos sambando na avenida é uma prova de que a vida continua apesar das limitações que o tempo tenta impor. Uma sambista grávida demonstra que o samba faz bem. Que a energia vital está na mente, na garra, na teimosia e no empenho em viver, em espalhar alegria, em ser feliz apesar das lambadas que todos sofremos.

Todos ali, sambando, cantando, com pés doendo, com a voz sumindo, com pressão de alguma forma controlada ou sob risco de enfarte, mas todos ali, na avenida,  nas arquibancadas ou nos camarotes, extraindo o máximo desta vida efêmera e injusta.

É um momento sim. Mas a vida é um momento. É um ópio do povo? Talvez. Mas quem vive sem momentos de apoteose? Sem eles caímos no amargor da consciência de que somos apenas moléculas, átomos do universo.

Um viva para estes momentos de apoteose sejam eles quais forem, uma penca de rosas bravas, as águas tranquilas de um açude refletindo o céu, um neném recém-nascido, crianças correndo pela praia, o riso de uma velhinha, o olhar de jovens casais apaixonados, a vitória do Vascão do coração ou o desfile de carnaval.

 



Escrito por Cleusa às 02h25
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As caveiras de Alexandre Herchcovitch

A obra prima “O sétimo selo” do diretor de cinema Ingmar Bergman, sueco, nascido em 1918, filho de pais protestantes inspirou o estilista brasileiro Herchcovitch em sua coleção masculina, apresentada na edição deste ano da SPFW – São Paulo Fashion Week.

Os modelos, com dentes enormes em suas faces maquiadas de Morte, ostentavam um sorriso debochado e assustador. Os finos casacos mais a referência do filme nos remetem aos andrajos usados pelos monges e peregrinos que erravam pela Europa nos idos do século XIV, tentando ludibriar a guerra, a fome, a peste e a morte. Não, não é mera coincidência com os quatro cavaleiros do Apocalipse, que, por sinal, ainda andam soltos neste mundo de Deus.



Escrito por Cleusa às 01h52
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Perdemos Zilda Arns

Doutora Zilda Arns, pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora das Pastorais da Criança e do Idoso, autora da mistura nutritiva, que salvou muitas crianças da desnutrição e da morte, candidata ao Prêmio Nobel da Paz, morreu ontem, terça-feira, 12 de janeiro, vítima do terremoto de 7 graus, que atingiu o Haiti.

Ela viajou para lá no último final de semana, para o encontro missionário da entidade CIFOR, US, estava hospedada na sede episcopal. A assessoria de Zilda Arns comunicou que a coordenadora foi ao Haiti para levar a metodologia de atendimento da Pastoral da Criança no combate à desnutrição.

Don Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, declarou que a irmã morreu numa causa em que sempre acreditou.

O nosso pesar pela morte desta grande mulher, e lamentamos da mesma forma a destruição e a perda das vidas provocadas por esta terrível catástrofe.



Escrito por Cleusa às 23h50
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É Natal

Outro dia, uma conhecida estava indignada com outra, que talvez involuntariamente, a ofendera com uma desatenção. A ofendida – uma católica praticante – não iria perdoar a outra. Quando eu a lembrei que Jesus, interrogado sobre quantas vezes se deveria perdoar um ofensor, respondeu que não deveriam ser somente sete vezes, mas setenta vezes sete, ela pareceu surpresa como se uma coisa não tivesse nada a ver com a outra.

FELIZ NATAL!



Escrito por Cleusa às 06h09
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Quatro horas da madruga da véspera de Natal. Tudo em silêncio. Até os cachorros dormem. Só o ruído do tique-taque do relógio e dos raros carros que possivelmente rumam para casa depois da noite de festa.

Todos se recolhem, coloco cadeiras e utensílios em seus lugares e venho para o computador. Não tinha a intenção de refletir nada porque fiz o propósito de ser tolerante e não questionar mais. Será que isso não foi um ato de rebeldia? E rebeldia, hum, condiz com a minha idade? Acho que preciso de um analista. Por que analista tem de ser tão caro? É, sei, deixa pra lá.

Às vezes, não consigo controlar minha insaciável curiosidade. Por que as coisas cristalizadas não me atraem? Bem, tirando as frutas, é claro, eu as adoro. Será minha natureza selvagem que dribla o sujeito domesticado e entra em sintonia com o universo mutante? Sei lá.

Também não sou chegada em coisas mornas, que não causam impacto, que não desafiam – isso eu li em algum lugar.  Mas uma coisa eu sei – isso dá bode. Então boto de novo a violinha no saco e sigo, domesticada e feliz  ... pela estrada afora... com algumas recaídas.



Escrito por Cleusa às 06h02
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Cotidiano

Cotidiano

Suellen insere o pendrive no rádio do carro,

enquanto conversam banalidades. 

– Boas músicas, diz Wanderson.

 Suellen explica como o gravou.

Chegam ao destino.

Passam- se dias.

 Suellen o chama.

Wanderson está ouvindo o som do pendrive e

observa:

-- Muito bom, você o comprou?

 



Escrito por Cleusa às 05h29
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Gripe Suína A (H1N1) – Previsão Sinistra

A previsão da OMS – Organização Mundial da Saúde – publicada em quatro de agosto dá conta de que serão dois bilhões de pessoas infectadas no mundo, uma em cada três pessoas pegará a gripe.  Se estas estimativas estiverem corretas e a gripe continuar com sua taxa de mortalidade atual – próxima de 0,7%, considerando o número de casos relatados e o número de mortes já ocorridas, também relatadas por este órgão – haverá algo em torno de quatorze milhões de mortes em todo mundo. Se formos otimistas e estimarmos que morra metade deste número, ainda assim serão sete milhões de pessoas. É muita gente!



Escrito por Cleusa às 08h22
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PARABÉNS AOS PAIS!

Que este domingo chuvoso e frio seja iluminado

pelos abraços carinhosos de seus filhos!

Que você seja o amigo em que eles mais confiam,

um companheiro divertido e um porto seguro!

Meu abraço a todos os PAIS!



Escrito por Cleusa às 07h17
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Anjos e Demônios
 
Na terça passada, depois de uma tarde e começo da noite em consultório médico, dentista e outros envolvimentos domésticos, resolvi telefonar para minha corajosa amiga Madalena, que se dispôs a enfrentar o vento sul gelado, e me acompanhar ao cinema para assistirmos ao filme Anjos e Demônios, estrelado por Tom Hanks, que também protagonizou o filme Código da Vinci, que não assisti ainda. Quando os filmes são muito badalados, às vezes, perco o entusiasmo e acabo não assistindo. Bem, lá fomos nós para a sessão das nove.
 
Eu estava com fome, mas não comprei meu saco de pipoca e refrigerante para não entrarmos depois de o filme começar. Filme no telão tem que ter pipoca e refri, mas nem senti falta, só quando acabou, percebi quanto meu estômago estava indignado com minha indiferença aos seus apelos.
 
Vamos ao filme, entre a investigação da sociedade secreta, que ameaçava o Vaticano e perseguições dramáticas ao assassino, o filme mostrou facetas da Igreja Católica bem interessantes.
 
Fica evidente que os fins não justificam os meios, que a tolerância e o bom senso devem governar sempre as ações. Que ninguém é dono da verdade e que a ciência jamais será tolhida, que ela não se posiciona contra as religiões, e teremos de lidar com suas possíveis consequências funestas.
 
A mesma substância tanto pode ser remédio quanto veneno, dependendo de sua dosagem. As descobertas da ciência tanto podem ser usadas para o bem ou para o mal como temos visto tantas vezes, depende do uso que os homens fazem delas.
 
E, muito importante, que somos humanos e, mesmo com toda boa vontade, estamos sujeitos a cometer erros.
Bom fim de semana!


Escrito por Cleusa às 00h53
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Ficando leve...

Semana 3
 
Terceira semana. Semana passada, apesar de não cumprir o programa completo da academia, fui somente três vezes e não completei os exercícios de musculação, consegui observar os pontos básicos e perdi apenas meio quilo, mas é considerado normal. Então viva o meio quilo eliminado.
 
Esta quarta semana está complicada, mas não se pode desanimar porque os prejuízoas são grandes. O que importa é a perseverança. Comeu mais do que devia? Coma menos em seguida. Deu o cano por alguma razão nos exercícios? Recomece.
 
O neurocientista, que falou à Veja, na matéria sobre perda de peso, mencionada no post anterior, diz que conta calorias o dIa inteiro - leia-se noite também - e se pesa todo dia. É mole? É isso, não há milagre. Só suor, sem cerveja, tá bom, no fim de semana pode, mas conte os pontos...


Escrito por Cleusa às 23h46
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