A vida é muito estranha mesmo
Não é meu hábito me demorar em elucubrações sobre a vida. Não gosto de assistir a filmes dramáticos, mesmo que sejam lindos ou tenham sido premiados com o Oscar, nem de ler obras semelhantes. Mas a curiosidade sempre me vence e eu acabo mergulhada numa lagoa nem tão azul e bem salgada. Interessante que as obras de terror me causam susto, mas não me dão pesadelos. A estes filmes assisto muito raramente e nem lembro de ter lido alguma obra no gênero com exceção de policiais, que aprecio. Podem se decepcionar, mas gosto de filme de ação com bastantes efeitos especiais. Adorei Piratas do Caribe I e II, sou apaixonada pelo Johnny Deep. Ele é impressionante como galã ou como o mais desglamurizado homem da face da Terra. Um dos poucos famosos que eu gostaria de constatar se é realmente esta figura singular e apaixonante ou um ótimo ator. E Piratas do Caribe, ao contrário de algumas críticas, é uma metáfora bem-humorada e irreverente sobre a tênue divisória entre o bem e o mal.
Para variar, me desviei do assunto, “pero no tanto”. Tenho um amigo já, na locadora, que freqüento há anos, que volta e meia me sugere alguns filmes que eu jamais pegaria, mas que invariavelmente são bons, acho que ele já conhece as preferências e manias dos clientes. Ontem, diante da minha escolha, descartou os dois filmes, que eu submeti ao seu critério e me colocou nas mãos outros dois. Um de ação e suspense – 88 minutos com Al Pacino – que sabe que gosto e outro – O amor pode dar certo, não lembro o nome dos atores – um drama, que eu não escolheria, mas realmente muito bom sobre o romance entre os protagonistas, dois doentes terminais, que conseguem viver intensamente a vida, enquanto ela dura. Uma lição para quem sempre deixa para viver amanhã. Hoje está sempre muito ocupado.
Entre as manias que tenho – eita plágio danado – uma é assistir a filme no computador, coisa que ninguém entende e nem eu, mas gente velha tem manias mesmo e muitas ai ai. Bem, assim que terminei, com a boca ainda úmida e salgada abri o msn que deixo ligado e percebi a mensagem – tristeza profunda – no nick da prima Luzia. Claro que me assustei e a chamei e – vida estranha, surpreendente e não raras vezes muito cruel – no acidente de hoje, domingo, com um jatinho que caiu sobre uma casa



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