Ano Novo!
Sexta-feira. Tardezinha. Ainda com sol. Sem refresco. Carro cheio de tralha. Popó irrequieto no colo. Marido irrequieto ao volante. Combinação explosiva. Br 101. Desafio sempre. Agora com desvios. Fila devagar. Fila parada. Andando devagar.
Metade do caminho. Marido apurado para dar um mix. Dois terços do caminho. Pára no acostamento. Nem protesto. Alguns minutos para voltar à faixa. Trinta quilômetros em mais de uma hora.
Chegando à praia. Mochilas. TV. Microondas. Laptop. Sacolas de supermercado. Calor. Suor. Sem cerveja. Não gosto muito. Bom. Tudo acomodado.
Sábado. Manhã nublada. Bloqueador solar no rosto. Praia lotada. Poucos conhecidos. Cumprimentos e caminhada. Queimando os doces do Natal. Nem todos. O sol sai com força. Entro na água. Sempre uma delícia. Ainda a metade do caminho. O sol impávido. Protetor só no rosto. Virando pele-vermelha.
Domingo. Sem praia. Acordei tarde. Ainda vermelha. Acho que não vai embolhar. Visitas. Pessoas amigas. Compras. Sempre falta alguma coisa. Padaria. Não tinha pão de queijo. A torta de nozes me olha. Tentação. Levo um pedaço. E os pães com coco pra mãe.
Segunda. Véspera de ano novo. Foguetes explodem vez
Revoada de cupins. Saudação ao novo ano? Sei lá. Luzes da cozinha apagadas. Nada fácil. As cebolas já estão transparentes? O molho do camarão ferveu? Afinal trazem Boa-Noite. Por que Boa Noite? Uma filha responde que eles precisam ver a fumaça. Nunca vi os olhos dos cupins.
A revoada acabou. Observei as panelas. Sem cupins. Não gostaram dos meus temperos. Nove horas da noite. Tudo pronto. Saudei o ano também. Bolhinhas subindo pelo copo. Mistura indistinta de música e vozes. Alguém me chama. Hora de jantar. Olho
FELIZ ANO NOVO !



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