Caixa Dois
Depois de dar banho no Popó e ficar cheirando a xampu de cachorro, sequei-o com secador. Estávamos ambos na cama e acabamos cochilando. Acordei uma hora depois espirrando, com frio e de cabelo ainda molhado, assustada com uma tempestade de neve. Olhei as horas e resolvi tomar um expresso quentinho com pão de queijo no Canário Café. Pelas vinte horas e quarenta, quando manobrava para voltar para casa, resolvi passar na locadora e pegar um filme.
Chamou-me a atenção o título do filme – Caixa Dois – bem sugestivo e oportuno nas contingências atuais, infelizmente acho que em todas as épocas, passadas e futuras. O filme, produzido e dirigido por Bruno Barreto, que foi casado – à guisa de curiosidade – com a atriz Amy Irving, ex-esposa de Steve Spielperg.
Bruno Barreto viveu dezessete anos nos Estados Unidos. Dirigiu filmes lá e aqui. Olhando com mais atenção percebi os atores – Giovanna Antonelli, Cássio Gabus Mendes, Zezé Polessa, Thiago Fragoso, Daniel Dantas e Fúlvio Stefanini, que são feras.
Beleza de filme. Baseado na peça de costumes homônima, de Juca de Oliveira, que fez muito sucesso, Caixa Dois é uma comédia leve e dinâmica, um conto sobre a ganância e a ética, mostra o dilema da decisão. Identificam-se no filme as notícias dos jornais das falcatruas que acabam
Um filme divertido, irônico e instigante.
Ano 2006.



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